Não é exagero afirmar que a vida anterior à pandemia de Covid-19 já não existe mais. Após meses com medidas de confinamento, em muitos países, os comércios, indústrias e escolas estão começando a funcionar normalmente. As ruas se enchem novamente de carros e pessoas, que precisam se locomover.

Haverá muitas mudanças nos hábitos de locomoção, afinal, novas tecnologias estão surgindo para facilitar esse desafio, governos têm criado facilidades para a locomoção individual limpa, novas realidades de trabalhos e estudos têm-se imposto no cotidiano.

A mobilidade de pessoas e cargas nas cidades

Algumas cidades esperam tirar vantagem dessa da pandemia para lançar novas formas de mobilidade ambientalmente responsáveis, olhando para os dados e índices de mobilidade urbana, as novas oportunidades visam diminuir as emissões de CO² na atmosfera, ajudando ao mesmo tempo quem se desloca a manter uma distância física.

No Reino Unido, houve um aumento de 200% na compra de bicicletas, sendo que os trabalhadores de serviços essenciais têm utilizado cada vez mais esse meio de transporte para se deslocar pelas cidades. Em Milão, uma das regiões mais atingidas pela pandemia, as mudanças viárias a favor das bicicletas serão permanentes.

Em Londres, há o incentivo governamental para o uso de bicicletas para a locomoção de seus habitantes. O plano é de que seja permanente o uso desse modal entre os londrinos.

Bruxelas anunciou a reabertura de suas atividades em 4 de maio, expandindo em cerca de 40 quilômetros sua rede ciclística. As novas ciclovias são isoladas com marcas de estrada e barreiras de concreto. “Grande parte da infraestrutura ciclística que estamos instalando veio para ficar”, explica o porta-voz da autoridade regional Bruxelles Mobilité. As medidas tomadas agora vão de encontro à estratégia urbana para a próxima década, lançada pela coalizão socialista-verde do governo local.

Em 7 de maio, um grupo de prefeitos de vários países, que integram a força-tarefa C40 Covid-19 Recovery Task Force, declararam em comunicado que iniciativas de ação climática, incluindo patrocínio para o transporte público e a expansão de redes de ciclovias, poderiam “ajudar a acelerar a recuperação econômica e fortalecer a igualdade social”.

No Brasil, as maiores cidades do país iniciaram a quarentena na segunda quinzena de março, funcionando somente os serviços que realmente precisam continuar para que a maior parte da população fique em casa, os essenciais. O transporte público seguiu operando para permitir que os funcionários dos serviços essenciais e a população conseguissem acessá-los. ONGs como SampaPé!, Instituto Aromeiazero, a Minha Sampa, o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), a Ciclocidade, a União de Ciclistas do Brasil e a Câmara Temática da Bicicleta (CTB), na cidade de São Paulo, têm cobrado a Prefeitura por melhorias nas condições nos deslocamentos com bicicleta pela cidade.

O transporte público é melhor para o meio ambiente e para reduzir o trânsito, mas torna-se um potencial vetor de contágio para o novo coronavírus. As possíveis mudanças estruturais se juntam à consolidação de práticas como o home office e eventos realizados de maneira virtual, o que tenderá a diminuir os deslocamentos nas próximas décadas. Então, como os fabricantes vão manter a escala de produção e vendas dos veículos?

De acordo com uma análise divulgada pelo Fórum Econômico Mundial em Maio, a saída para as montadoras será investir cada vez mais em inovação e entender que o negócio automotivo vai além da produção e comercialização de veículos.

A pandemia de COVID-19 propiciou o trabalho em casa. Especialistas prevem que será cada vez mais comum o home office. Isso tornará a mobilidade urbana mais fluída.

Oferecer vantagens, recompensas e benefícios aos seus clientes, são uma boa maneira de se diferenciar de concorrentes e incentivar a aquisição de seus veículos.

Páginas: 1 2